Estudo Step
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Dúvidas Freqüentes
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1. O que é o estudo STEP Merck/HVTN de prova de conceito de vacina?
Estudo Merck/HVTN de prova de conceito de vacina é o nome de um estudo clínico para testar uma vacina experimental contra o HIV. O estudo será realizado pela Merck & Co., Inc., que desenvolveu a vacina experimental, e pela HIV Vaccine Trials Network (HVTN). A vacina experimental é descrita na Seção 5, abaixo.

Os principais objetivos deste estudo são a obtenção de mais informação sobre a segurança da vacina em estudo em seres humanos e descobrir como a vacina em estudo pode prevenir a infecção pelo HIV. No caso de pessoas que receberam a vacina e se infectaram com o HIV devido a comportamento de alto risco, o estudo testará se a vacina em estudo diminui o nível de HIV no sangue. Os produtos do presente estudo não são produzidos com vírus vivos nem com células humanas infectadas pelo HIV. Não há a menor possibilidade de que contenham o HIV vivo ou morto. A vacina experimental utilizada neste estudo é incapaz de causar infecção pelo HIV.

2. O que é um estudo sobre vacinas?
Vacinas são administradas para evitar infecções ou para combater doenças. Atualmente, não existe nenhuma vacina contra o HIV. Parte do processo para encontrar uma vacina contra o HIV que funcione é testar as vacinas experimentais que pareçam ter a maior probabilidade de ajudar o organismo a lutar contra o HIV. Um estudo sobre vacina é uma maneira padrão de testar uma vacina experimental específica de modo que os pesquisadores possam provar que é segura e possam descobrir se ela pode prevenir ou combater a doença. As pessoas que participam de estudos clínicos sobre vacinas têm importante papel na pesquisa científica que poderá levar a uma vacina contra o HIV.

3. Quem são as pessoas que participam dos estudos clínicos sobre vacinas
contra o HIV?
Existem muitos tipos de pessoas que participam de estudos clínicos sobre vacinas contra o HIV. Todos os participantes deste estudo deverão estar em boas condições gerais de saúde e ser HIV-negativos (não infectados pelo HIV). As pessoas têm muitas razões para participar de estudos sobre vacinas contra o HIV, inclusive o altruísmo (desejo de ajudar outras pessoas) e o avanço do conhecimento científico. Antes de decidir pela participação no estudo, os participantes em potencial recebem informações sobre o HIV e a AIDS, sobre as razões do estudo, sobre possíveis riscos e benefícios da participação e sobre os procedimentos do estudo.

4. Uma vacina sob estudo pode causar infecção pelo HIV?
É impossível adquirir a infecção pelo HIV ou AIDS por meio de vacinas experimentais. Elas não são feitas com o HIV vivo ou morto, nem com células infectadas pelo HIV. A vacina experimental usada neste estudo não pode causar infecção pelo HIV.

5. Que tipo de vacina está sendo testado?
A vacina experimental chama-se MRKAd5 HIV-1 gag/pol/nef. Ela é composta por um vetor adenoviral e por uma inserção de gene do HIV.

Um vetor, como um vírus não-HIV enfraquecido, é usado para transportar alguns genes do HIV sem capacidade reprodutiva dentro do organismo, para provocar uma resposta imunológica. Nesta vacina experimental, o vetor é feito com adenovírus tipo 5 (Ad5), um vírus que causa o resfriado comum e irritação na garganta, mas esse vetor foi enfraquecido de modo a não conseguir crescer nem se espalhar pelo corpo ou para outras pessoas.

Uma inserção sintética consiste em alguns outros genes incorporados ao vetor. Neste caso, os genes adicionados são genes do HIV (gag, pol e nef).

Nem o vetor viral nem os genes do HIV podem causar HIV ou AIDS.

6. Por que este estudo está sendo feito?
A vacina experimental mostrou características promissoras, com base nas pesquisas realizadas até agora. Depois de testar a vacina experimental no laboratório, em animais e em algumas pessoas (para ver se é segura e se provoca uma resposta imunológica), os pesquisadores estão interessados em obter mais informação sobre a segurança da vacina e descobrir se ela pode prevenir integralmente a infecção pelo HIV ou, pelo menos, diminuir o nível de HIV no sangue se a infecção não for totalmente evitada.
7. Como essa vacina experimental pode ajudar a prevenir o HIV/AIDS?
A vacina experimental transporta os genes do HIV produzidos sinteticamente para as células. A presença desses genes pode estimular o organismo a gerar uma resposta imunológica celular ao HIV, produzindo um exército de células citotóxicas (chamadas células T), programadas para reconhecer e matar as células infectadas pelo HIV-1. A idéia é treinar o sistema imunológico para eliminar as células que mostrarem sinais de infecção pelo HIV, potencialmente reduzindo os danos que o HIV pode causar ao organismo. Se, mais adiante, uma pessoa se infectar com o HIV, espera-se que seu sistema imunológico esteja preparado para responder.
8. Se a vacina experimental for eficaz, será licenciada após o final deste estudo?
Este é um estudo do tipo “prova de conceito”. Ele não gerará dados suficientes para apoiar o pedido de licenciamento da vacina. Se os dados mostrarem que a vacina experimental oferece alguma proteção contra o HIV ou que reduz a carga viral nos participantes que se infectarem com o HIV, essa informação orientará os futuros projetos de pesquisa.
9. O que a vacina do estudo contém?
A vacina experimental contém o seguinte:
  • uma forma enfraquecida do adenovírus tipo 5,
  • os genes gag, pol e nef do HIV e
  • solução salina (sal).
10. Essa vacina já foi estudada anteriormente?
Essa vacina experimental foi testada em mais de 250 pessoas. Mais de 60 pessoas receberam essa vacina experimental em dose igual ou superior à usada neste estudo. Duas vacina experimentais contra o HIV similares foram testadas em mais de 450 pessoas. Antes de ser aplicada às pessoas, a vacina experimental foi testada em camundongos, coelhos e macacos.
11. Quem se qualifica para participar deste estudo?
Os participantes devem ser adultos HIV-negativos (não infectados pelo HIV), entre 18 e 45 anos, e considerados como de alto risco para infecção pelo HIV (devido a comportamento, basicamente sexual, que os coloca em risco). Serão feitos esforços especiais para inscrever mulheres de alto risco neste estudo.

Todos os participantes devem preencher determinados critérios clínicos e não-clínicos de qualificação e há uma triagem cuidadosa de voluntários, para garantir que satisfaçam os requisitos de qualificação. Um dos principais critérios médicos é o baixo nível preexistente de anticorpos contra adenovírus tipo 5, o componente vetorial da vacina experimental. Esses anticorpos podem existir mesmo em pessoas muito saudáveis; o fato de um voluntário não ser aceito no estudo devido a anticorpos para adenovírus não indica qualquer problema de saúde.
12. Como as pessoas podem saber se estão qualificadas para participar deste estudo?
Os participantes em potencial serão questionados sobre sua história clínica e passarão por um exame físico. Serão coletadas amostras de sangue para testes. O participante deve responder a uma série de perguntas pessoais sobre suas atividades sexuais e uso de drogas.

As mulheres que desejarem ingressar no estudo deverão fazer um exame de urina para gravidez. Mulheres grávidas ou que estejam amamentando não podem participar do estudo e todas as participantes devem concordar em evitar a gravidez durante todo o estudo.

Todos os voluntários farão testes para garantir que são HIV-negativos (não infectados pelo HIV). O voluntário que for HIV-positivo à triagem não poderá se inscrever no estudo.

As informações sobre os participantes serão mantidas em sigilo e serão utilizadas exclusivamente para propósitos do estudo.
13. Quando e onde será realizado este estudo?
O estudo Merck/HVTN de prova de conceito de vacinas é um estudo internacional e terá locais de estudo em vários países. É esperado que comece a inscrever participantes por volta do final de 2004. Ele será realizado em 14 cidades dos EUA: Birmingham, AL; Boston, MA; Chicago, IL; Atlanta, GA; Denver, CO; Houston, TX; Los Angeles, CA; Miami, FL; Nova York, NY; Filadélfia, PA; St. Louis, MO; San Francisco, CA; San Juan, PR; e Seattle, WA. Será realizado também no Rio de Janeiro, Brasil; São Paulo, Brasil; Santo Domingo, República Dominicana; Porto Príncipe, Haiti; Iquitos, Peru; Lima, Peru; Kingston, Jamaica; Montreal, Canadá; Toronto, Canadá; Vancouver, Canadá e Sydney, Austrália.
14. Como é o planejamento deste estudo?
O estudo inscreverá cerca de 3.000 pessoas. Durante seis meses, metade dessas pessoas receberá três doses da vacina experimental e a outra metade receberá três doses de um placebo (uma injeção sem nenhuma vacina ativa), feita com solução salina (sal). Durante o resto do tempo deste estudo (mais cerca de quatro anos), os participantes serão testados para infecção pelo HIV a cada seis meses. Todos os participantes do estudo receberão as orientações mais atualizadas sobre redução do comportamento de risco. Como o estudo inscreverá pessoas cujo comportamento as coloca em alto risco de adquirir a infecção pelo HIV, é esperado que algumas delas sejam infectadas. Algumas dessas pessoas terão recebido placebo, mas outras podem ter recebido a vacina experimental. Essas pessoas serão testadas, para ver se a vacina experimental diminui o nível de HIV no sangue. O estudo Merck/HVTN de prova de conceito de vacinas é um estudo duplo-cego, multicêntrico, randomizado, controlado por placebo. ‘Multicêntrico’ significa que pessoas de mais de um lugar serão voluntárias para o estudo. ‘Randomizado’ significa que os participantes serão designados ao acaso para receber a vacina do estudo ou o placebo. ‘Controlado com placebo’ significa que algumas pessoas receberão placebo, de forma que os pesquisadores poderão verificar se a vacina experimental faz alguma diferença. ‘Duplo-cego’ significa que nem os participantes, nem os cientistas sabem quem está recebendo a vacina experimental e quem está recebendo o placebo.
15. Como a segurança e os direitos dos participantes serão protegidos?
Este estudo segue os padrões internacionais de conduta ética de pesquisas, conforme determinado pelas diretrizes da Declaração de Helsinque da World Medical Assembly and Council for International Organizations of Medical Sciences (CIOMS).

Os participantes do estudo têm um papel muito importante nas pesquisas para encontrar uma vacina contra o HIV e a mais alta prioridade é atribuída à segurança e aos direitos dos participantes. Ainda assim, é importante que os participantes percebam que qualquer vacina experimental nova pode apresentar riscos, sejam clínicos ou não-clínicos.

Antes de serem incluídos no estudo, os voluntários recebem informações sobre o HIV e a AIDS, sobre as razões do estudo, sobre possíveis riscos e benefícios e sobre os procedimentos do estudo. A equipe clínica prevê bastante tempo para conversar com os voluntários e esclarecer suas dúvidas, além de fornecer também informações por escrito.

Após receber todas as explicações sobre o estudo, solicita-se que os voluntários assinem um termo de consentimento livre e esclarecido antes da inscrição. Este termo contribui para assegurar que os participantes receberam todas as informações necessárias. Os voluntários terão bastante tempo para pensar se querem ou não ingressar no estudo. Eles podem decidir que não se inscreverão como participantes. Caso eles de fato se inscrevam, ainda poderão desistir do estudo a qualquer momento, sem perder os benefícios do atendimento médico normal.

Durante o estudo, a equipe médica monitorará os participantes para garantir que a vacina não está causando problemas. Todas as informações relevantes sobre a segurança do estudo que chegarem ao conhecimento dos pesquisadores durante o estudo serão repassadas aos participantes. Com base nas novas informações obtidas, os participantes poderão decidir se querem ou não permanecer no estudo.

Os participantes serão freqüentemente lembrados de que participar de um estudo sobre vacinas não significa que estão protegidos contra a infecção pelo HIV. Durante todas as consultas clínicas, eles serão aconselhados sobre como evitar a infecção pelo HIV (incluindo, por exemplo, o uso correto e contínuo de preservativos).
16. Essa vacina experimental é segura?
Com base nos dados provenientes dos estudos com animais e em estudos anteriores com pessoas, os cientistas acreditam que a vacina experimental é suficientemente segura para ser usada neste estudo. Um dos objetivos deste estudo é obter mais informações sobre a segurança da vacina experimental.

Estudos anteriores testaram a vacina experimental em mais de 250 pessoas, sendo que mais de 60 delas receberam a vacina experimental em dose igual ou superior à usada neste estudo. Duas vacina similares contra o HIV foram testadas em mais de 450 pessoas.

Antes de ser dada às pessoas, a vacina experimental foi testada em camundongos, coelhos e macacos.

Embora os cientistas acreditem que esta vacina experimental não apresente nenhum risco sério de segurança, sempre existe a possibilidade de ocorrerem problemas inesperados. É por isso que esta vacina experimental, como qualquer nova vacina ou medicamento, precisa ser avaliada em participantes em situações clínicas controladas. A saúde e a segurança dos participantes serão acompanhadas de perto durante todo o estudo.

Como esta vacina experimental não contém o vírus vivo do HIV, é impossível que cause infecção pelo HIV.
17. Como a segurança da vacina experimental será acompanhada?
Vários grupos monitoram este estudo para garantir a segurança e que ele está sendo conduzido de acordo com os padrões éticos e científicos apropriados. Esses grupos são a Food and Drug Administration (FDA, dos EUA), os National Institutes of Health - NIH, a própria HVTN e a Merck & Co., Inc.

Os médicos da equipe que planejou o estudo Merck/HVTN de prova de conceito de vacina monitorarão a segurança do estudo. Essa equipe avaliou cuidadosamente as informações disponíveis antes de decidir que a vacina experimental era suficientemente segura para ser usada neste estudo.

Além disso, haverá um Comitê Independente de Monitoramento de Dados e Segurança (DSMB) (um grupo de especialistas sem ligação com a Merck and Co., Inc., a HVTN ou os pesquisadores do estudo clínico), que monitorará cuidadosamente a segurança dos participantes do estudo. Se houver algum risco à segurança, o DSMB pode recomendar que o estudo seja modificado ou interrompido.
18. Existem riscos não-clínicos (sociais)?
Solicitamos a todos os participantes que pensem com cuidado em todos os riscos, antes de ingressarem no estudo. Alguns riscos são clínicos (relacionados com a saúde), mas existem também riscos não-clínicos, ou seja, sociais. A participação no estudo requer dedicação e tempo. Pode também acarretar complicações com outras pessoas que não concordam com sua decisão de participar deste estudo ou que não tenham informações suficientes sobre as vacinas contra o HIV. Por exemplo, algumas pessoas disseram que o fato de participarem do estudo aborreceu seu cônjuge, amigos ou membros da família.

A participação no estudo também pode restringir o comportamento do voluntário. Por exemplo, pedimos aos participantes para não doarem sangue. As mulheres devem evitar a gravidez durante o estudo. Outras pessoas sofreram discriminação quando disseram que participam de uma pesquisa clínica sobre uma vacina contra o HIV. Nos casos de discriminação, a equipe do estudo pode (por solicitação do participante e com sua permissão) conversar com as companhias de seguro, empregadores e outros para explicar o envolvimento do participante no estudo.

Esta vacina experimental também pode produzir resultados falso-positivos nos testes usuais para HIV (veja a seção 19) e esses resultados podem acarretar tratamento injusto por parte de terceiros.

É importante frisar que o fato de receber a vacina experimental não significa que o participante esteja protegido contra a infecção pelo HIV por contato sexual, ao compartilhar agulhas e seringas para injeção de drogas ou por qualquer outra forma de transferência de sangue ou de fluidos biológicos. Os participantes do estudo tampouco saberão se receberam a vacina experimental ou o placebo, que é uma substância inativa (água salgada estéril) sem nenhum poder protetor. Por isso, os participantes são aconselhados a evitar comportamentos que os exponham ao risco de contrair a infecção pelo HIV.

Para ajudar a evitar problemas que possam surgir com a participação no estudo, será oferecido a cada participante um cartão de identificação que demonstra a participação em um estudo sobre a vacina contra o HIV. O cartão inclui também um número de telefone para pedir informações ou ajuda para resolver problemas.
19. Essa vacina experimental pode provocar um resultado “falso-positivo” em um teste de
anticorpos para o HIV?
Algumas vacinas experimentais podem fazer com que o teste para HIV de algum participante pareça ser positivo. Os testes-padrão para HIV pesquisam anticorpos (parte do sistema imunológico) que reconhecem o HIV. Esta vacina experimental pode fazer com que o organismo produza esses anticorpos. Nesse caso, um teste padrão para anticorpos anti-HIV poderia apresentar um resultado positivo. Se a vacina experimental produzir esse resultado, não significa necessariamente que o participante do estudo esteja infectado pelo HIV. Um resultado falso-positivo significa que, em alguns testes, a pessoa parece estar infectada; outros testes mais específicos podem comprovar que não há infecção.

Aconselha-se que os participantes façam os testes para HIV exclusivamente em seus locais do estudo, porque esses locais têm acesso a testes específicos que podem diferenciar resultados falso-positivos de infecções verdadeiras pelo HIV. Estes testes estarão disponíveis mesmo após o término do estudo.

Não há nenhum efeito colateral clínico ou problema de saúde associado a resultados falso-positivos em testes para HIV. No entanto, tal resultado pode acarretar tratamento injusto por parte de outras pessoas. Pessoas com teste positivo para HIV, mesmo que sejam falso-positivos, não podem doar sangue. Eles poderão também ter dificuldades para obter seguro de saúde ou cuidados médicos e odontológicos, viajar para outros países, obter emprego, cumprir o serviço militar ou participar dos Peace Corps (Corpos da Paz, dos EUA), ou ainda, nos relacionamentos com família e amigos. A equipe clínica estará disponível para auxiliar caso ocorra qualquer dificuldade e existem serviços de ajuda a todos os participantes que tenham resultados falso-positivos para o HIV.
20. O que será feito com os registros/prontuários médicos dos participantes do estudo?
As informações sobre os participantes do estudo serão usadas exclusivamente para pesquisas sobre as vacinas contra o HIV ou pesquisas relacionadas a vacinas. Todas as informações coletadas a respeito dos participantes serão mantidas no maior sigilo possível. A maioria dos registros terá apenas um número de identificação do participante, e não um nome. As amostras usadas em testes serão identificadas exclusivamente por um número, nunca pelo nome. Todos os resultados de exames são confidenciais e não farão parte dos registros médicos do participante.

No entanto, não podemos garantir privacidade absoluta. Por exemplo, se exigido pela legislação, determinadas informações sobre os participantes do estudo poderão ser liberadas. Além disso, a maioria dos grupos que revisa a segurança e a condução dos estudos poderá revisar os registros - mas todos os membros desses grupos são obrigados a manter todas as informações em sigilo.

Um Certificado de Confidencialidade da Food and Drug Administration dos EUA ajuda a manter o sigilo das informações do participante. Esse certificado significa que os pesquisadores e os clínicos não poderão ser forçados a fornecer informações que identifiquem os participantes a ninguém que não esteja ligado ao estudo, mesmo frente a tribunais de justiça. Existem algumas exceções ao Certificado de Confidencialidade, tais como no caso de uma auditoria do governo. Essas exceções serão explicadas aos voluntários em seus locais de estudo.
21. O que acontecerá aos participantes que durante o estudo se infectarem pelo HIV em razão de
seus comportamentos?
Embora a vacina experimental não possa causar infecção pelo HIV, não existe garantia de que ela evitará a infecção pelo HIV. Todos os participantes devem ser HIV-negativos ao se inscreverem no estudo.

A vacina experimental não pode causar infecção pelo HIV. É importante frisar que os participantes ainda podem infectar-se pelo HIV por contato sexual, ao compartilhar agulhas e seringas para injeção de drogas, ou por qualquer outra forma de transferência de sangue ou de fluidos biológicos, mesmo se estiverem recebendo a vacina do estudo.

Os participantes são aconselhados a evitar comportamentos que os exponham ao risco de contrair a infecção pelo HIV. Se um participante se infectar durante o estudo, ele deixará de receber as injeções, mas a equipe clínica solicitará que o monitoramento de sua saúde continue a ser feito durante o resto do tempo programado para sua participação no estudo e os pesquisadores farão testes para verificar como o organismo controla a infecção pelo HIV.

Existem muitos remédios que podem ser usados para tratar a infecção pelo HIV, mas nenhum deles pode curar a infecção pelo HIV. Esses medicamentos não são fornecidos como parte deste estudo. Os participantes que se infectaram durante o estudo serão encaminhados a um médico ou instituição clínica adequada, para atendimento clínico, incluindo terapia anti-retroviral e orientação.
22. Quanto tempo levará para se descobrir se a vacina do estudo funciona?
Dependendo dos resultados deste e de outros estudos, esta vacina experimental poderá passar por outros testes em um estudo clínico maior. Tal estudo avaliaria a segurança em mais pessoas, bem como daria uma idéia melhor sobre se o sistema imunológico responde às vacinas. Se os resultados continuarem promissores, serão planejados novos estudos para verificar se essa vacina experimental ajuda a evitar a infecção pelo HIV. Os participantes deste estudo podem não se qualificar para futuros estudos com vacinas anti-HIV.
23. Quem patrocina este estudo?
Este estudo é patrocinado pela Merck & Co., Inc., em colaboração com a HIV Vaccine Trials Network (HVTN).
24. Quem está conduzindo este estudo?
O estudo será realizado pela Merck & Co., Inc., e pela HIV Vaccine Trials Network (HVTN).

A Merck & Co., Inc. é uma empresa farmacêutica global voltada para a pesquisa. A Merck descobre, desenvolve, fabrica e comercializa uma ampla gama de produtos para melhorar a saúde humana e animal, diretamente e por meio de empreendimentos conjuntos. A Merck, que tem uma longa história de interesse pelos principais problemas de saúde pública por meio do desenvolvimento de vacinas, realiza pesquisas para o desenvolvimento de uma vacina contra o HIV há mais de 15 anos.

A HVTN é uma parceria mundial entre pesquisadores, governos, indústrias farmacêuticas, instituições acadêmicas e membros da comunidade. A HVTN dedica-se à condução de estudos clínicos internacionais sobre vacinas contra o HIV da forma mais segura e eficiente possível. A HVTN é patrocinada e mantida pelo Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA (NIAID) nos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NIH), um órgão do Departamento de Saúde e de Serviços à População dos EUA (DHHS).
25. Quem revisou e aprovou este estudo?
A vacina do estudo é considerada experimental, significando que a FDA permite seu uso exclusivamente para fins de pesquisa. Ela foi fabricada de acordo com as normas da FDA, tendo sido revisada por esse mesmo órgão. A equipe do protocolo (pessoas da Merck and Co., Inc, HVTN e DAIDS) que planejaram o estudo) também revisaram cuidadosamente as informações sobre esta vacina experimental antes de decidir iniciar o estudo.

O estudo foi revisado também pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Joint United Nations Programme on HIV/AIDS (UNAIDS), e Organização Pan-americana de Saúde (OPAS).

A segurança e os direitos dos participantes do estudo Merck/HVTN de prova de conceito são monitorados pelos Comitês de Biossegurança Institucional (IBC) e pelo Conselho de Revisão Institucional (IRB) de cada centro da pesquisa. Membros da comunidade estarão envolvidos durante todo o decorrer do estudo, para garantir que os direitos e as necessidades dos participantes sejam respeitados.
26. Para mais informações:
Sobre estudos clínicos com vacinas contra a AIDS, telefonar para o AIDS Clinical Trials Information Service, 1-800-TRIALS-A (somente nos EUA) ou www.clinicaltrials.gov
Sobre a Merck & Co., Inc.: www.merck.com
Sobre a HIV Vaccine Trials Network: www.hvtn.org