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Pesquisa de vacinas anti-HIV
Uma vacina preventiva contra o HIV é um produto que ensina o sistema imunológico a reconhecer e proteger nosso organismo contra o HIV, o vírus causador da aids. As vacinas anti-HIV que estão sendo hoje testadas em seres humanos são feitas de materiais sintéticos, produzidos em laboratório, portanto não causam a infecção pelo HIV.

Os cientistas acreditam que uma vacina preventiva eficaz contra o HIV, administrada antes que a pessoa se exponha ao vírus, pode ter uma série de resultados possíveis, entre os quais se incluem:
  • A prevenção da infecção na maioria das pessoas

  • A prevenção de infecção em algumas pessoas

  • A preparação do sistema imunológico de uma pessoa para bloquear a infecção e eliminar o vírus (as vacinas contra o sarampo, a caxumba e a poliomielite atuam dessa maneira)

  • Adiar ou prevenir o curso do adoecimento ou Aids

O objetivo em longo prazo é desenvolver uma vacina que seja 100% eficaz e que proteja todas as pessoas da infecção. Uma vacina parcialmente eficaz, por sua vez, poderia reduzir a quantidade de pessoas que contraem a infecção pelo HIV, evitando a contaminação de terceiros, o que já causaria impacto no controle da epidemia de aids.
Vacinas Preventivas versus Vacinas Terapêuticas
Vacina Preventiva: vacinas preventivas anti-HIV foram desenhadas para proteger pessoas não portadoras do vírus causador da aids e para controlar a disseminação do HIV. Elas não foram desenhadas para curar a aids.

Múltiplas vacinas anti-HIV serão necessárias para prevenir a infecção ou a doença da mesma forma que múltiplos remédios são necessários no tratamento dos portadores do HIV.

Pesquisadores também estão avaliando vacinas terapêuticas para tratar pessoas portadoras do vírus HIV ou com Aids. A mesma vacina preventiva contra o HIV poderá ser testada como terapêutica e preventiva, mas o que funciona para prevenir a infecção do HIV pode não necessariamente funcionar para o tratamento de pessoas já infectadas pelo vírus da aids.
Fases do desenvolvimento de vacinas
Uma vacina é desenvolvida em várias etapas, durante muitos anos de pesquisa. Depois que o produto é sintetizado em laboratório, os primeiros estudos são feitos com animais, na chamada fase pré-clínica. Caso os testes em animais tenham se mostrado seguros e eficazes, o produto passa a ser testado em seres humanos, obedecendo a três fases distintas:

  • Fase I - Nesta fase é testada principalmente a segurança do produto. O número de voluntários é reduzido – de 30 a 50 pessoas – e o estudo tem uma duração de 12 a 18 meses.

  • Fase II - Nesta fase testa-se a resposta imunológica de acordo com diferentes doses do produto. São utilizados testes laboratoriais para avaliar se a vacina em estudo ativa o sistema imunológico humano. O número de voluntários é maior – de 300 a 400 pessoas – e o estudo tem duração média de 2 anos.

  • Fase III - Nesta fase testa-se finalmente a eficácia do produto, ou seja, verifica-se se a vacina protege contra a doença. Milhares de voluntários em todo o mundo – de 3 mil a 5 mil pessoas – são incluídos no estudo, que pode levar até 4 anos para apresentar resultados conclusivos.


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